Comissão
Europeia diz que fusão resultaria num “quase monopólio” nos derivados.
A decisão da
Comissão Europeia (CE) de vetar a fusão entre NYSE Euronext e Deustche Boerse,
conhecida ontem, veio confirmar um desfecho que o mercado já esperava. A
justificação é que esta concentração iria criar um "quase monopólio"
no mercado de derivados", tal como antecipado pelo Diário Económico,
argumento que não convence os responsáveis das gestoras bolsistas, que estão a
estudar um eventual recurso da decisão.
"Podemos
vir a recorrer, ainda não decidimos", afirmou Dominique Cerutti,
vice-presidente executivo do grupo NYSE Euronext, em declarações ao Económico.
Os advogados estão a analisar o processo e a decisão, acrescentou, será tomada
em breve. Contudo, tal "não irá alterar o resultado; se recorrermos não é
para continuar com a fusão", porque o tempo está a passar e demoraria
bastante até haver uma decisão, referiu Cerutti. "É para mostrar que
tínhamos a razão do nosso lado", salientou.
O
vice-presidente do grupo NYSE Euronext disse que a decisão da CE, apesar de não
ser inesperada, foi "uma decepção", sobretudo para a Europa,
considerando que "é uma enorme oportunidade histórica que se perde".

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